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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Se camões fosse vivo, arrancava o outro olho à dentada...

Acredito piamente que todos nós estamos destinados a feitos grandiosos.

Uns serão arquitectos de renome mundial, outros profissionais exemplares nos seus sectores, outros estrelas pornográficas lendárias e ainda aqueles que serão capazes de obter valores de colesterol capazes de rebentar as escalas de tanto fast food que emborcam pela garganta abaixo.

De uns tempos para cá verifico que a literatura já não se encontra apenas destinada aos talentosos. Há os verdadeiramente m*rdosos. Sim, porque agora qualquer pessoa escreve um livro. Alias, agora que penso nisso ainda não vi a maluca do ex-clube das virgens a escrever um livro. Deve estar por aí a rebentar. A não ser que o b-a-bá tenha ido pelo cano juntamente com o hímen e meia dúzia de neurónios que habitavam naquela carola.

Tenho até de fazer uma confissão. Só ainda não escrevi um livro porque estou à espera de perder o meu hímen também. Mas o sacana lá continua pendurado no frigorífico juntamente com as contas por pagar e a publicidade da Telepizza.

Retornando ao tema...

Hoje uma amiga fez-me chegar das coisas mais mirabolantes que me passaram pelos olhos. Um artigo sobre os livros mais bizarros da história. O que no fundo quer dizer que são os autores mais narcotraficantes que de alguma maneira conseguiram drogar o pessoal das editoras, gráficas e afins para publicar o que publicaram.

Deixo-vos a lista para vosso deleite.

 

- How to abandon ship

 

O diário de bordo daquele camelo italiano que enterrou um navio de cruzeiro de ziliões de toneladas num rochedo.

Ou o guia essencial para o talibã que sofra de vertigens e decidir enveredar por uma abordagem marítima (daí a expressão rebentamento...das ondas!)

 

- Gangsta Rap Coloring Book

 

Para todos os homens que possuem dificuldades em ter amizades coloridas, assim conseguem pelo menos um 50 Cent colorido...

 

- Encyclopedia of Unusal Sex Practices

 

Juro que não fui eu que escrevi esta gaita...Gosto mais do Kama Sutra...

 

- Urine Therapy, Confessions of a mad pee drinker

 

Os rins deste gajo devem viver num constante dejá vu...Tu, outra vez? LOL

 

- The one! The only! Guide to cooking on your car engine

 

Parece um conceito interessante. Veremos se o CLK do meu vizinho acha o mesmo...

 

- Natural bust enlargement with total mind power

 

É treta. Os homens utilizam esta técnica há anos sem sucesso. E as mulheres com pouco peito utilizam o enchumaço power...

 

- If we can keep a severed head alive...

 

Que é como quem diz, bora aí decapitar um gajo qualquer e depois obrigar a cabeça dele a ver o "A tua cara não é estranha" e vê-la explodir no processo...

 

- How to sharpen pencils

 

Hum...Como afiar lápis...Ora, partindo do princípio que lápis não significa pénis e afiar não significa sexo oral...Nah...Não me ocorre nada!

 

- A Story of Over 50,000 Words without Using the Letter “E”

 

Não gosto. Não tem sExo...

 

 

Sério...Vivemos num momento literário de tal forma absurdo que até a lata de laca da Teresa Guilherme seria capaz do feito de ver publicado um livro. Aerossol de paixão...

Dejá vu all over f*cking again...

Tenho alguma tolerância.

Escassa. Mas alguma.

Mas não compactuo com incompetências alheias que me custam aquilo que com tanto esforço consegui.

"Se não fosse por seres quem és, a minha atitude seria completamente distinta..."

Ouvir isto é profissionalmente das coisas mais dolorosas que existe. Por um lado, significa que sei o que faço e faço-o bem, senão a coisa era substancialmente mais grave. Mas admito, há um diabinho no meu ombro esquerdo que deseja ansiosamente que o circo pegue fogo.

E no dia que ele me toldar o raciocínio e o senso comum, não vai ser um bom dia...

Carta aberta

Caríssimos senhores responsáveis pelos sensores de iluminação de centenas de casas de banho espalhadas por este país fora,

 

 

Vão para o raio que vos parta.

Sério. Quero mesmo que Zeus se passe dos cornos e vos mande um trovão daqueles mesmo porreirinhos e vos estoure com as instalações onde vocês fabricam os malditos sensores.

Deixem-me explicar um pouco o porquê da minha insatisfação.

Um tipo tem de arrear o calhau. É a lei da acção/reacção. Um gajo come feijoada e grão, logo tudo o que entra acaba por ter de sair. Até aqui tudo bem. O que não faltam são instalações sanitárias por este país fora. Mas ter de mandar faxes para Tóquio às escuras é deveras incomodativo. Pior que obrar às escuras, é fazer figuras de parvo a acenar as mãos de um lado para o outro na vã esperança que a m*rda do sensor se active. Para acenar feito uma pita maluca, ia ver o concerto do Justin Bieber.

Mais. Vocês não levaram em conta o número substancial de homens que colocam a leitura em dia nesses poucos momentos de paz. O que significa que vocês são directamente responsáveis talvez não pela percentagem de analfabetismo da população mas pelo desinteresse crescente nas revistas de sudoku (ai o trocadilho...) e as tiras de banda desenhada do Correio da Manhã (que como devem saber, é a leitura de casa de banho de excelência, tal o gabarito do jornalismo que abunda nas suas páginas).

E mais. Vocês são também directamente responsáveis pela parca actividade sexual daquela percentagem da população que ainda não descobriu as redes sociais e vê-se obrigada a escrever os seus atributos penianos nas portas das casas de banho. Ora, se a porra da luz passa a vida a apagar-se a coisa torna-se quase tão complicada como achar uma música dos Delfins digna dessa designação...

A sério, meus senhores. Já que o país está na m*rda, será pedir demais que ao menos me deixem lidar com ela de luz acesa?

Back to school...

Nunca fui particularmente sentimentalista.

Não vivo preso no passado, simplesmente recordo-o com o apreço ou desprezo que ele me merece. Mas sempre ciente que há lições a retirar dele.

Hoje sorri ao estar perante um pouco do meu passado.

Da minha escola primária, restou apenas entulho. Foi destruída para dar lugar a uma auto estrada. Já a minha escola secundária, resiste estoicamente às investidas do tempo, dos orçamentos miseráveis da Educação e a meia dúzia de bandalhos que provavelmente preferiam ver naquele espaço um condomínio fechado.

Em circunstâncias normais, iria passar a 500 à hora e não lançava sequer um segundo olhar. Mas hoje não foi assim. Não só parei o carro, como o estacionei. Saí do carro e vislumbrei o local onde a rede tinha um buraco, apenas o suficiente para uns quantos alunos atrasados e sem o cartão da escola (sim, o pulha do segurança não nos deixava entrar sem ele) entrarem à socapa.

Já não existe esse buraco na rede. Azar dos que por lá andam agora...

Tudo o resto permanece igual. Quase me arrisco a dizer que a minha escola parou no tempo. No meu tempo. Provavelmente no melhor tempo que aquele estabelecimento de ensino teve.

Quero acreditar que tanto como esta escola marcou a minha existência, eu marquei-a também. Literalmente. Experiências de Química que correram tão mal que deixaram uma estalactite agarrada ao tecto. O que me fez ver que o meu futuro não passava por abraçar a Química. Centenas de folhas mal pintadas com tinta da china o que levou a que pintasse mais a mesa do que as folhas. O que, lá está, me fez perceber que, sim, o meu futuro também não passava pelas artes visuais. Fui sempre um extremista, nunca gostei de limites, mesmo os das folhas...

22 anos depois, tem uma certa piada verificar que algumas coisas não mudam assim tanto...E quase que aposto o escroto do Miguel Relvas que por detrás de um certo quadro, continua a existir um certo escrito ainda hoje por identificar?

Ah, belos tempos de vandalismo pró activo...

Sâo 10 kg de amor, se faz favor. Aceita cartão?

"Eu cá acho que o amor pode ser comprado com um American Express preto ou platina, muitas viagens em primeira classe, juntando à receita ingredientes como jantares em restaurantes três estrelas, carta branca para surpresas em hotéis e pousadas top e coisinhas deste género."

 

Ana Enes, 7 anos de mau sexo.

 

Antes de mais, gosto muito da escrita da Ana Enes.

Gosto particularmente deste livro que tantas e boas gargalhadas me proporcionou (gosto de mulheres com humor negro).

Mas este parágrafo...Que violência...

Gostava de destruir por completo a ideia de que algumas mulheres têm o sentimento umbilicalmente ligado ao saldo bancário do outro interveniente. Eu gostava. Mas não posso. Conheço casos que comprovam exactamente o que ali está escrito. Que grande porra...

Isto leva então a outra questão...

"O amor é um artigo de vitrine que qualquer caga tacos pode comprar por capricho?"

Sexo, sim. O Red Light District é o exemplo mais gritante disso mesmo.

Mas o amor?

Ao ler isto, lembrei-me de uma pessoa em particular. A pessoa que só come amostras de comida em restaurantes da moda, que se farta de viajar para fora, gasta por conta de outrém e faz o dito amor em camas maiores que algumas carrinhas de caixa aberta em hotéis 5 estrelas que a maioria dos mortais desconhece sequer a sua existência.

Espero vivamente que seja feliz desse modo. Porque quando acabar o crédito do American Express do rapaz, vai ser uma gaita.

O meu American Express preto sai comigo para o estrangeiro. Quando me dá na caximónia que preciso de uma lufada artística e vou tirar fotos de velhos a jogar xadrez nos jardins de Paris ou subir à torre Eiffel a pé porque não tenho pachorra para esperar pelos elevadores. Ou quando me apetece comer comida indiana em condições e aterro em Londres (depois de uma viagem em classe turística. Nunca me caiu nenhum testículo por viajar lá atrás...).

Mas não compra o amor...

Mulheres...Que complicação!

Um velho sábio uma vez disse o seguinte...

"Uma guerra de palavras entre uma avózinha e um jacaré nunca acabará bem..."

E depois apareceu outro sábio que lhe disse...

"F*da-se, não vês mais o sítio do pica-pau amarelo sob o efeito de ecstasy..."

Ok, e depois desta maravilhosa introdução ao melhor modo filosófico, eis o que me traz realmente aqui hoje.

 

As mulheres odeiam-se!

Um dos hábitos adquiridos (e aperfeiçoado) ao longo dos anos que tenho, é o da observação compulsiva. Observo e analiso.

Estava eu sossegado a ferrar o dente no meu jantar quando entra no restaurante um casal. Ele, um armário de discoteca e ela, uma daquelas mulheres vistosas capaz de causar erecções a objectos inanimados como por exemplo, o radar do aeroporto de Lisboa. Bem, o facto dela estar praticamente semi nua também ajuda a contextualizar a coisa.

Bem, voltei a minha atenção para o meu sashimi e os sacanas dos pauzinhos (será que já disse que odeio aquelas m*rdas? Sério, é um ódio visceral) mas pelo canto do olho dei conta do sururu entre as outras mulheres no restaurante.

Fiquei com a nítida sensação que se fosse fisicamente possível colocar uma napalm no pouco tecido que a rapariga ostentava, a estas horas estariam a apanhar a vesícula dela algures em Bogotá.

Ora, isto dito assim já tem piada suficiente. Uma mulher se tem como companhia um homem fantabulástico daqueles super modelos todos xpto's, as outras mulheres odeiam-na de morte. Se um homem tem como companhia uma mulher de igual calibre do anterior mencionado, a dita mulher é odiada também. Conclusão? As mulheres simplesmente odeiam-se umas às outras. Ponto.

Claro que para eu estar a escrever sobre isto, é porque a coisa não ficou por aqui.

Enquanto eu estava em guerra aberta com o sacana do sashimi (sim, eu ODEIO MESMO os pauzinhos...) sou abordado por duas mulheres duma mesa próxima.

- Desculpe, posso fazer-lhe uma pergunta?

- Sim, é mesmo falta de jeito. Não, não vou pagar para ter aulas. Sim, estou a pensar fugir sem pagar.

- Você era capaz de comer aquilo? - perguntou uma delas olhando para a dita mulher.

- Não...Pessoalmente não tenho apreço nem por homens nem por peças de mobiliário de grandes dimensões.

- ELA! - retorquiu.

- Também não. A lycra dá-me azia...

- Porra, você costuma ser tão evasivo quando as pessoas lhe fazem uma pergunta?

- Dê-se por sortuda por não ser dos Impostos...Espere lá, você não é dos Impostos, pois não? É que eu já meti o cheque no Correio...

Obviamente, a conversa ficou por aí mas fiquei intrigado.

Está no ADN do sexo feminino odiarem outros espécimes do mesmo sexo só porque...sim?

Esclareçam-me...

 

A inevitabilidade de uma morte anunciada...Mas eu gosto de desafiar as probabilidades...

Não é de todo invulgar o ser humano pensar por breves segundos em coisas que parecem ridículas.

Decisões que nunca serão tomadas.

Passos que nunca serão dados.

São breves segundos que não passam disso mesmo. Instantes aos quais não se dão importância alguma.

Mas as últimas 48 horas relembraram-me que essa coisa ridícula, a decisão que nunca vai ser tomada, o passo no vazio já foi dado uma vez. Ou seja, não é um pensamento ridículo mas uma sensação de dejá vu...

E tudo isto despoletado por uma singela troca de palavras.

"Tudo tem o seu tempo de vida. A sua razão de existir."

É verdade. É real. Tudo o que se diz num determinado instante tem um determinado contexto anexado. Uns tempos depois, pode não fazer qualquer sentido. O mesmo se passa com o que se escreve.

2005 já vai longe. Parece uma eternidade e ao mesmo tempo, é como se fosse ontem. Tenho cada palavra escrita no Gato presente na ponta dos dedos ou como pequenas navalhas cravejadas estrategicamente pelo corpo.

E a pergunta coloca-se. Até quando? O Gato ainda faz sentido?

A resposta repousa unicamente dentro de mim. E após inspirar um pouco, digo que sim. Faz. O Gato já atravessou a literatura erótica, o sentimento mais profundo e o ódio mais visceral. Actualmente repousa no humor negro. O que gostem ou não, faz de mim um escritor multifacetado.

Alguns gostam, muitos odeiam e milhares desconhecem. Vivo bem com as 3 perspectivas de leitura.

A assiduidade não é aquela que foi no passado embora a escrita continue a fluir. Peguei em projectos que estavam a ganhar pó na gaveta e dei-lhes uma nova vida. Escritos que na altura não faziam grande sentido e que hoje, o fazem plenamente.

Embora às vezes sinta que o Gato já expirou largamente o seu tempo útil de vida, a pessoa que o escreve partilha uma ligação umbilical com a personagem criada. Principalmente quando 90% da personagem, é a pessoa.

O Gato sou eu. O humor sarcástico, os trocadilhos idiotas, as piadas negras inteligentes, até mesmo o gosto pelo sacerdócio em forma de freiras nuas.

O Gato continua a possuir uma única razão para a sua existência.

Eu.

A existência de um é indissociável de outro. 

A vocês, que ainda perdem o vosso tempo aqui neste covil a ler os escritos, que os mesmos vos façam rir tanto quando ainda me fazem rir a mim que os escrevi. E com a garantia que gosto demasiado de mim para abandonar uma parte de mim que prezo tanto...

Puro jornalismo de investigação...

 

 

Admito. Toda este história do Relvas deixou-me curioso.

Que mais esconderia o nosso ministro rechonchudinho no seu percurso académico?

Coloquei-me em campo para investigar. Comprei tabaco, bebi dois cafés e paguei um six pack de Super Bock a dois ucranianos para fazerem o trabalho por mim.

Eis as descobertas...

 

- Relvas pode ter concluído a sua licenciatura num ano mas não possui o restante background que faz do mero estudante, um verdadeiro universitário. Qualquer pessoa que se proponha a uma licenciatura em Ciências Políticas e Relações Internacionais (36 cadeiras, portanto...) necessita de pelo menos 3 anos a fumar ganzas como se não houvesse amanhã e pelo menos 28 orgias anuais com cidadãs estrangeiras (que isto das relações internacionais dá trabalho, o que é que vocês pensam...). Ora, ele com aquela cara de quem nunca partiu um prato quase que me atrevo a dizer que se ele conhece a posição de missionário é muito.

- Entrámos em contacto com a professora da primária de Relvas. Apesar de mouca, caquética mas ainda sexualmente activa, D. Amélia reconheceu que Relvas concluiu a primária numa semana. Não por ser um aluno excepcional mas simplesmente porque lhe f*dia a cabeça de tal maneira que lhe dava umas dores de cabeça tramadas e dar-lhe reguadas agravava-lhe a artrite.

- Relvas nunca teve a inebriante experiência de ir às meninas pela primeira vez. Quer dizer, ele foi. Mas quando lá chegou, em vez de sacar do dinheiro, a primeira coisa que fez foi tirar uma folha com o seu currículo profissional. A profissional do sexo informou-o que em termos de currículo, no que dizia respeito a f*der pessoas, ali quem dava cartas era ela. E ele saiu de lá com o coiso na mão (o currículo, entenda-se...).

 

Relvas seria um verdadeiro fenómeno não fosse o Sócrates.

O que Relvas demorou um ano a fazer, o seu amigo conseguiu num domingo. E por fax.

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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